sexta-feira, 3 de outubro de 2008

ELEIÇÕES 2008, ENFIM, O FIM

Em um horário político medíocre, assistimos pessoas despreparadas, oportunistas, desequilibradas, maus-carateres, estranhas.
Falta de vergonha, propósito ou sentido são uma constante, e que se manifestam das mais variadas formas. Para ser um representante pleno, escolhido por voto popular, exercendo um cargo público, deveria ser exigido dos interessados uma formação específica, na qual ele estudasse matérias que o preparassem para a gestão pública. Matérias como direito tributário, legislação, planejamento, matemática, ética, Lei de Responsabilidades fiscais, entre outras, deveriam ser o lastro sobre o qual se edifica a vontade de “servir” ao povo.
O estudo da história política do Brasil demonstra uma total falta de respeito pela coisa pública, seja por parte dos eleitos, seja por parte dos eleitores. Os eleitores – todos nós – deveriam sair, algumas vezes, da cadeira de vítimas e sentar na de cúmplices. Quando? Quando não lutamos por um país democrático onde não exista obrigatoriedade do voto; Quando não nos informamos sobre a história política daqueles que escolhemos como representantes; Quando, ignorantemente, repetimos: “Ele rouba, mas faz!”; Quando não cobramos, não acompanhamos, não nos posicionamos e ainda assim reclamamos.
Confesso pra vocês que não assisti a propagando eleitoral gratuita. Ouvi muitas pessoas me perguntarem: “Já assistiu a propaganda política?”. Sempre respondi: “Não”. Então ouvia: “É muito engraçado! Você precisa ver.”. Engraçado? Como posso achar engraçado? Você acharia engraçado um tiro de sal na sua genitália? Acharia engraçado se alguém te pedisse pra saltar de um avião sem pára-quedas? Acharia engraçado ter que nadar em um tanque com tubarões famintos? Então, senhor e senhora, eu não posso achar engraçado eleger alguém pra me torturar por 04 anos.
Os puristas dizem: “Tem gente bem intencionada querendo se eleger”. Isso não basta. Na verdade, isso é muito pouco.
Afinal, como diz o ditado popular: “De boas intenções o inferno está cheio”. E a política também.