Passei a vida sendo questionado sobre minha fé, minha religião, meu credo, minha espiritualidade ou qualquer outra forma que usem, pra nomear o mesmo tema. Essa é daquelas questões em que minha resposta só problematiza a dúvida do outro: Não tenho religião, nunca tive. Afirmado isso surge a próxima pergunta: Se sou ateu. Prefiro cético, mas, não tenho problemas em afirmar que pratico o ateísmo passivo. Aqui, preciso fazer uma observação: A afirmação não é para polemizar, é só um fato. Até acredito que a fé, em dado grau, contribua pra uma melhora no indíviduo. Por quê? Porque o indíviduo assim o desejou. Porque dessa forma ele pode provar que sua expectativa com relação a algo, era válida. Porque ao provar que sua fé em Deus era certa, ele se valida. Até na fé somos egoístas!
Não citarei qualquer livro considerado sagrado, de qualquer religião. Nem citarei qualquer trecho, de qualquer passagem, registrada em qualquer um deles para endossar minha afirmação. Não faço o óbvio, sendo assim, não levantarei a mesma discussão que já vi registrada em vários textos em minha vida.
Até por não querer provocar uma guerra. Outra verdade: A fé enriqueçe a indústria bélica. Os caras da indústria bélica devem ter orgasmos ao ver uma ato extremista. Pensam: "My preciousss".
O que me motivou em escrever esse post foi uma matéria que li, que falava sobre o Padre Marcelo Róssi e afirmava que nenhum artista individual ou grupo nacional vende tantos discos quanto o padre "cantor".
Padre Marcelo não é cantor. No entanto, as pessoas acreditam nisso e ele existe como cantor. E, é justamente essa capacidade humana de acreditar no inacreditável que me assusta.
Começam acreditando que o Padre Marcelo é cantor, depois da sua morte o promoverão à santo; Nesse ritmo, em coisa de 2000 anos, irão chamá-lo até de Deus-Filho.
Vamos voltar a falar de blogs?
19 horas atrás


6 COMENTÁRIO(OS). CLIQUE AQUI E DEIXE O SEU!:
Eu tenho cá minha fé, mas não creio que pessoas religiosas são melhores que os não religiosos... O caráter da pessoa independe dela acreditar ou não em algo além da vida, em frequentar ou não templos... Beijos
Cara, eu entendo bem tudo que você escreveu. Entretanto, eu mesmo já tentei ser Ateu, cético ou seja lá o que for... mas não consegui. Na verdade, em minha vida, já tive provas, experiências pessoais individuais que não me permitem simplesmente negar a existência de Deus. Entretanto, quanto à religião, devo concordar que ela tanto é usada para o bem como para o mal. Atualmente, muito mais para o mal do que para o bem.
O Padre Marcelo Rossi é uma piada. Mas conheço histórias de muitos padres que dedicam ou dedicaram sua vida inteiramente ao bem estar do próximo. Mas essas histórias não interessam à mídia.
Valeu.
Ps: Pensei que você tinha desistido de escrever?!?!? :) Vê se não demora tanto assim para o próximo post.
interessante...
mas eu discordo, não defendendo a igreja, a bíblia e essas coisas, até pq não acredito nelas, mas a fé é um semtimento bem interessante de ser observado, e no seu texto ele aparece como, no mínimo, algo falso...
Heheheheheheh!
Acreditar em Deus, em anjos, duendes, espíritos, milagres, ETs, tudo isso é relevante. Mas acreditar que Padre Marcelo Rossi seja cantor é realmente assustador, hehehe!
Bem, brincadeiras a parte, eu sou uma pessoa que tem fé, embora minha fé não tenha nome nem morada. Não gosto da Igreja enquanto instituição, não compreendo fanatismos de nenhuma espécie, e não acho que as pessoas devam ser catalogadas por suas crenças. Mas acredito que, assim como o vento e a mitocôndria, tem muitas outras coisas a nossa volta e que não podemos ver. "Há mais coisas entre o céu e a terra...", enfim!
Bjs!
Deus é o homem. Logo, existe sim!!! Abraço
"...A arte de viver da fé, só não se sabe fé em quê..."
Postar um comentário